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MINTRANS “DÁ CARTÃO VERMELHO” A GESTÃO AMADORA

24-04-2018

 

O titular do Ministério dos Transportes (MINTRANS), Augusto da Silva Tomás, disse, recentemente durante a sua intervenção no IX Conselho Consultivo Alargado do seu departamento ministerial, realizado o mês passado, no Lobito, Benguela, haver “cada vez menos lugar em Angola para amadorismos na gestão das empresas públicas”.

A alocução do auxiliar do titular do Poder Executivo no exercício das funções relativas a execução das políticas de transporte e logística no país, ficou igualmente marcada pelo apelo em torno do combate à impunidade. Augusto da Silva Tomás reprovou os responsáveis organizacionais ligados ao Estado que se demarcam do cumprimento da lei na realização das suas tarefas.

O amadorismo na gestão da coisa pública, aliado à impunidade, segundo o homem forte do MINTRANS, dá lugar à existência, com ênfase no sector dos transportes, de “empresas ineficientes, deficitárias e com resultados operacionais negativos”.

“O património público, a começar pelos activos das empresas do sector empresarial do Estado, têm de ser dotados de manutenção para que a sua vida útil atinja os padrões internacionais, exigindo, assim, que cada empresa implemente planos e programas de manutenção adequados”, fez saber.

Numa chamada de atenção aos presentes ao encontro, o ministro disse ser cada vez maior no país o “sentimento de que” não se “pode continuar” a manter em actividade algumas “empresas estatais inviáveis ou ineficientes “apenas para” garantir “emprego”.

O mesmo reforçou que “ao contrário, as empresas inviáveis devem ser descontinuadas e as ineficientes têm de ser reestruturadas, reduzindo os seus custos para níveis compatíveis com as necessidades das suas actividades, de forma eficiente e eficaz, ao melhor estado da arte da gestão do sector e garantindo, assim, a sua rentabilidade empresarial”.

Aumento de proveitos e da produtividade

Como solução para o aumento dos proveitos e da produtividade das empresas sob tutela do seu ministério, o titular da pasta dos transportes sugeriu a prestação aos clientes de serviços de qualidade, assim como o respeito aos mesmos e a prática de responder às suas necessidades em tempo útil.

Para Augusto Tomás, “os aumentos de custos apenas são compreensíveis num quadro de crescimento dos proveitos e da produtividade”.

O IX Conselho Consultivo Alargado do MINTRANS concluiu, entre outras questões, haver no sector um “desajustamento estratégico da grande maioria das empresas, relativamente ao contexto económico que o país vive”.

Como medidas para as constatações feitas, recomendou, entre várias, “a capacitação das empresas a nível financeiro, de Recursos Humanos, técnico, operacional e de infra-estruturas e equipamentos, mediante uma estratégia bem definida.


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